domingo, 26 de julho de 2015

Antigamente ou 10 anos atrás

"Oh! que saudades que tenho
Das redes sociais da minha vida,
Da minha adolescência querida
Que os anos não trazem mais!
Que orkut, que msn, que chats,
Criando depoimentos
Vendo quem entrou no meu perfil a cada momento,
Teclando até minha mãe não deixar mais!"

Parafraseando 'Meus oito anos', de Casimiro de Abreu

Ah, o orkut! Como era bom saber quem espiava seu perfil. Ainda lembro da sensação de retribuir visitas dazinimiga: tão boa. Fazia um bem comentar naquela comunidade preferida e depois encontrar os cometários posteriores feitos no mesmo tópico. Tudo tão organizado, tão lógico.

E o MSN, então? Criar grupos, conversar em chat, velhos tempos. Deixar aquele status, ir marcando as músicas que se ouvia. Chamar a atenção do seu amigo quando ele enrolava para responder.  Tudo tão perto do real.

Mas é 2015. Falar de orkut e MSN não é cool. Agora imperam Facebook, Twitter, WhatsApp. Cool é ser ativista de internet, antenado com os problemas políticos do país e ter uma resposta afiada para 'polemizar', ativando assim uma enxurrada de comentários dozamigo para te apoiarem quando alguém que pensa diferente vier opinar.

Cool também é bombar hashtags, saber se leram ou não a mensagem que você deixou, ostentar felicidade daquelas que nunca acabam. Cool é mostrar que sua vida é interessante 24 horas por dia, 7 dias por semana e ter muitos, muitos amigos - de preferência mais de 5 mil.

O mundo tá doido, minha conclusão. Será que alguém já fez um estudo de como essas 'aparências sociais' afetaram o ser humano no sentido psicossocial? Porque, olha, estamos precisando, viu. Então fica aí a minha sugestão.

COM SENTIDO

Agora, me acompanhe e veja como as lógicas do Orkut e MSN fazem sentido.

- alguém te liga, o número ficar registrado e você liga de volta, certo? Afinal, o que a pessoa desse número quer comigo, né?

- cê fala com a pessoa que é amiga sua QUE INICIOU UMA CONVERSA COM VOCÊ e ela não presta atenção. A reação mais lógica, praqueles que já têm certa intimidade, é meio que 'presta atenção, meu'. Se a intimidade for mais aprofundada, digamos, rola até contato físico questionador. Não sei se fui clara. 

Enfim, tudo muito lógico, pelo menos pra mim.

SEM SENTIDO

Agora, vamos à falta de lógica das redes sociais da vez:

- cê sai gritando/declarando na rua o quanto sua vida é interessante? Não me refiro aos seus amigos, porque, como eu escrevi, cada um com as suas intimidades, mas sai declarando pra geral?

- sabe aquela pessoa que, por algum motivo, frequentou o mesmo lugar que você, no mesmo horário por um certo tempo? Então, quando você encontra ela de novo, você abraça, conta detalhes da sua vida e opiniões? E praquele desconhecido que também curte sua banda de rock preferida?

- as pessoas que pensam igual sobre determinado tema tem que se identificar sempre, de modo que isso gere uma corrente entre elas?

- cê faz questão de toda vez saber se a pessoa ouviu o que você falou só para nutrir aquela sensação de 'eu sei que você sabe, você sabe que eu sei e mesmo assim fica com essa papagaiada', faz?

***

Ah, e se seu pensamento, em algum momento, foi 'Nossa! Orkut? Que coisa mais antiga/velha/arcaica!', então saiba que não conceituamos as palavras 'antiga/velha/arcaica' da mesma forma. Mas não se preocupe, isso é normal e mais comum do que você imagina. Acreditaria se eu dissesse que tem gente que discorda sobre a definição de 'amigos'? Pois é.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Férias being férias

As férias chegaram - há quase duas semanas - e eu podia jurar que teria mais tempo. Mas a verdade é que você cresce, assume responsabilidades e, a não ser que concilie férias da faculdade com as do trabalho, boa parte do seu 'tempo extra', esse milagrezinho da multiplicação que acontece entre junho e julho, será consumido no trânsito.

Eu dei sorte de trabalhar a menos de quinze minutos de distância da faculdade - fazendo o trajeto a pé. Isso me dá certas mordomias porque consigo fazer várias coisas decentemente, como ler, ir para a biblioteca estudar, comer, relaxar e até mesmo andar calmamente. No entanto, o que eu encarei como sorte durante o primeiro semestre do ano se revelou um verdadeiro sarcasmo. A vida resolveu tirar um sarro básico da minha cara.

Isso porque eu nunca tinha parado para pensar que essa rotina semanal - a qual eu julgava desgastante - me poupava do trânsito infernal do horário de pico. E, embora eu tenha um amigo que diga que não tem mais essa de horário de pico, que horário de pico é toda hora - e eu até concorde com ele às vezes - eu vejo que o mundo, pelo menos no trajeto que vai do trabalho até minha casa, é travado. E é travado sempre nesse mesmo horário.

Essa constatação da realidade acaba por me fazer desejar voltar à rotina corrida das aulas - tudo isso enquanto estou dentro do ônibus, parada e olhando pra aquele cantinho que a gente costuma olhar quando está pensando-quase-refletindo. Mas, para me acalmar, eu tento pensar que tudo vai melhorar quando eu chegar em casa, quase duas horas depois de ter saído do trabalho. Mas aí a noção do tempo perdido faz minha mente se perder em cálculos, embora eu seja de humanas. E esses cálculos dividem meu tempo gasto no trânsito em frações de tempo de 15 minutos onde eu tento chegar a um número exato de minutos que eu jamais vou recuperar, minutos que eu poderia ter aproveitado indo para a biblioteca estudar, comendo, relaxando e até mesmo andando calmamente.

Mas aí, como um lampejo de luz eu lembro que posso ler. Saco meu livro da bolsa e, depois de perder minutos fazendo malabarismo no ônibus lotado, lembro da pior maneira que horário de pico é igual a muita gente querendo chegar em casa, sendo que grande parte delas quer chegar em casa de ônibus. E então, quando eu constato que não me resta espaço suficiente para virar uma página do livro com decência, eu me rendo e torço para que as férias acabem logo. Infelizmente esse minuto de desesperança não coincide com a chegada no ponto em que eu desço. Fazer o quê, né?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Vantagens vs. Desvantagens

Começar algo novo sempre causa um certo embaraço em mim e é por isso que adoro sequências, listas e passo-a-passo. Então, resolvi voltar aqui e refazer as apresentações. 

Minha versão anterior simplesmente apagaria o post antigo ou resolveria isso com uma simples editada. Só que eu quero encarar as coisas de forma diferente, daí pensei: por que não escrever sobre as vantagens vs. desvantagens de  ler e acompanhar o blog? Como atual estudante de jornalismo tenho refletido bastante sobre a função social utilidade prática do que eu escrevo. 

Agora vou colocar em prática meus conhecimentos básicos de marketing adquiridos no curso técnico de administração e na internet para tentar fazer as 'Vantagens' parecerem minimamente atraentes. 

Você pode se perguntar: por que então não usar esses conhecimentos de marketing pra divulgar seu blog? Não é mais lógico? E eu respondo: 

(Atenção: Para resposta longa, basta ler tudo. Para a resposta curta, favor ler a parte negritada.)

Sim, é mais lógico. Mas se atente ao substantivo 'conhecimentos' seguido do adjetivo 'básicos'. Tendeu? E, fora isso, tô tentando divulgar, mas coloquei na cabeça que queria ler dois livros nas férias + o projeto do blog (por projeto do blog você pode entende editar layout, escrever posts, administrar as redes sociais, divulgar... e mais outras coisas). Resumindo, quero manter o blog, mas também quero seguir com a vida - coisa que talvez você faça muito bem, mas eu nunca consegui conciliar.

Bora pras vantagens.

VANTAGENS

- Esse é um blog de experimentações e eu tenho um interesse peculiar em desenvolver meu lado mais artístico, tipo aprender a desenhar e tal. Logo, você poderá ser surpreendido com minhas engenhosidades, quem sabe?

- Gosto de criar e, por eu ser muito visual, tenho vontade de fazer tudo o que eu acho lindo e criativo, tipo fanzines, e-books, banners etc. Sua visão pode se beneficiar, hein? Pense nas lindezas que você pode ver por aqui.

- Eu praticamente me viro com Pacote Office básico pra desenvolver minhas 'artes', tipo Word, Power Point e Excel - sim Excel! E não é só pra planilhas não. Uma vez fiz uma planta baixa lá, acredita? - . Raramente uso PhotoScape e Photoshop, mas é por puro desconhecimento mesmo. (Tô tentando mudar isso).

Vou deixar essas três, embora  última vantagem tenha adquirido um caráter meio ambíguo.

DESVANTAGENS

- Aqui você encontrará textos de uma pessoa não muito bem resolvida, no sentido de 'o que eu quero fazer da vida?' (Como deu pra notar até aqui, eu faço jornalismo, mas nutro certos sentimentos por Publicidade/ Propaganda/ Design/ Web Design/ Criação e Afins).

- Qualidade é um quesito em constante debate aqui nesse blog, já que eu não faço ideia do 'como se faz' das coisas que eu quero fazer (Fiz você entender? Trocadilho pobre).

- Sou uma pessoa contraditória e, quanto mais eu escrevo e você lê, mais evidente isso vai ficando.
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Embora eu prefira os números 4 e 6, entendo perfeitamente que 3 é um número bom, então vamos parar por aqui.