terça-feira, 31 de agosto de 2010

Por você, palavra...



O que eu faria se o fim chegasse já?
O que eu faria se não pudesse te encontrar?
Se não tivesse tocado tua última nota?
Se te encontrasse fria, cálida, morta?...

Eu correria os caminhos calculados,
Navegaria os mares variados.
Sopraria o vento instintivo,
Buscaria, descalça, o primitivo...

Pra te encontar fugindo horas
Pra te implorar 'não vá embora!'
Pra te ter senhora de mim
Pra ter teu começo teu meio e nunca teu fim...
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Se quiser, o título deste poema também pode ser "Palavra Personificada"... Fica a seu critério...

domingo, 8 de agosto de 2010

Um dia ou Subjetivo...



Tudo o que é bom parece evaporar-se tão agilmente que, quando caímos em nós, percebemos que são 23h31 e muita coisa, em um dia especial, acabou por não ser dita. Talvez, não precisassem ser ditas, mas demonstradas, acredito que significa mais se colocado dessa forma...

Tantos e tantos feriados existem, alguns têm reconhecimento tal que mobilizam o mundo; outros um país, uma cidade...

Mas, a verdade é que tenho um dia, uma noite ou bem menos que isso, e não quero escrever de política, de assassinatos e muito menos desse dia. Não sei, parece que chegou e se foi tão padronizado, como qualquer dia comum. Percebam, estou esperando muito de um feriado...

Cada vez me sinto mais dentro do esquema, fazendo parte da grande massa, que tenho que escrever sobre o que tenho que escrever. É algo subjetivamente estrando, pois me obriga a ser delicada e tentar tocar o assunto sem, de fato, tocá-lo.

É como se, nesse fim de noite, eu viesse aqui cumprir uma obrigação que eu me imponho e tentasse, com todo custo, disfarçá-la ou desmerecê-la para não sei qual fim. Em outras palavras, não serei mais direta que isso.
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Pois, querendo ou não você entende, mesmo que levemente, acerca do que eu escrevo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Meu Infinito...



Se o infinito começasse agora
Preferiria um dia claro, embora
Minha convidada certa fosse a aurora,
Aquela, sem pressa, sem hora...

Comeria dúzias de amora
Mamãe diria 'não chora!,
Filhinha, a dor vai embora;
Vai sim, sem pressa, sem hora'...

Pisaria no pé da caipora
Com pintinhas vermelhas que nem catapora
Diria: 'lobisomem, onde você mora?
Vai sair? Então, me espera lá fora'...

Se o infinito começasse agora
Mamãe diria; 'não chora',
Pisaria no pé da caipora
Aquela, sem pressa, sem hora...

Agora a menina não chora, senhora!
Vai, vai logo embora!
Vê se não se desespera e chora
por não dominar mais minha aurora

Como fizera outrora...