quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A música da vez...


E quem não conhece a história, que pegue uma cadeira, se acomode nela e fique atento porque eu vou postar. Vou começar com 'nem tudo na vida é como nós queremos'. Mas preste atenção! Postei "nem tudo" e não "nada". Isso significa que algumas coisas, por mais miseráveis que sejam aos nossos olhos, são da maneira como nós escolhemos. Mas, no meu caso, certas escolhas que faço nem sempre são pra vida toda. Minhas músicas, por exemplo. 

Houve um tempo em que eu vivia e respirava Immortality, da Celine Dion. A letra me levava longe, me fazia voar, esquecer problemas, era um verdadeiro portal para um lugar paralelo. Hoje, porém, a música que me faz sentir tudo isso é Siamo Noi, da italiana Laura Pausini. E existem, como existiram e continuarão a existir, músicas e músicas na minha vida.

Do mesmo modo como existem pessoas, tragédias, observações e, até mesmo, blogs. Cada qual teve, tem ou terá sua vez em meu coração, minha mente, em meus pensamentos mais secretos. Cada qual, no seu devido tempo, me entreterá, me fará enxergar um quê de verdade em seu contexto, me fará crescer juntamente com o meu conhecimento do mundo. Ou me farão desistir, errar, acreditar cegamente, me entregar por completo, me enganar. Eu não sei. Mas eu quero o que vem pela frente. Eu quero saber o que me espera. Se é bom ou ruim. Não é que eu não tenha medo do que está por vir, não! O que quero é ter a certeza de que tudo o que vier não será em vão. Porquê, se pararmos pra pensar, tudo tem um motivo....
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E eu só quero saber qual é.

P.s: Os meus eleitos para o selo do Blog Bonito:

É a vida neste meu lugar - http://lucasccastanho.blogspot.com/

Mais uma vez, muito grata pela indicação.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

We are the world!


Bem, é a nova versão de "We are the world", feita para as vítimas do terremoto no Haiti que me trouxe hoje aqui. É notável que a iniciativa é nobre e, ao meu ver, caminha no mesmo rumo da versão original. Espero que seja bem sucedida essa proposta, embora tendo gostado, tenho lá minhas dúvidas se Michael a aprovaria assim, nesse estilo de hip hop / rap. Mas...

Ela veio em boa hora. Após 25 anos ela vem nos lembrar, com seu refrão inesquecível, que "nós somos o mundo, nós somos as crianças". Nós somos o futuro, somos nós que garantiremos o que será amanhã. Embora eu veja cinismo nesses meros estalos que a humanidade dá quando repara que o próximo está privado do básico para sobreviver, não posso negar que toda ajuda é bem-vinda. E seja pela letra, seja pela melodia ou pelas reflexões as quais somos submetidos quando ouvimos essa canção, nós podemos enxergar a verdade que há nesse refrão.

Só não é justo que esperemos mais 25 anos ou outro terremoto, maremoto, vulcão ou seja lá o que vier, para lembrar de que há pessoas que precisam de ajuda, de uma oportunidade para recomeçar a vida. E também não é justo que ignoremos os necessitados a nossa porta só porque não fizeram uma nova versão de um single mundialmente famoso em ajuda às suas necessidades. E embora o ser humano, por natureza ou por ter herdado (isso vai da sua opinião), seja assim mesmo, vale lembrar que uma pessoa pode fazer a diferença...
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Claro, se ela quiser.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval de duas faces.



E é Carnaval! Época de alguns darem vivas à alegria, às fantasias, às belas mulheres esculturais. Mas cabe ressaltar que nesse pacote vêm incluídas vivas às bebidas, ao sexo não seguro e à alienação. 

Ah, pessoal, mas é o Carnaval! Aquele que nos faz tão famosos lá fora (Beyoncé e Madonna que o dirão!). E daí que tem seu lado ruim, o que é que não tem? Vejam o lado bom, não é assim que nos ensinaram? A transformar o harmonioso em belo e atraente, misturando doses de alegria vendida com cerveja barata? Ué, o povo aprendeu. E como o povo aprendeu!

O Carnaval me faz lembrar as tragédias que aconteceram no Brasil e que não deram em nada. Me faz lembrar do João Hélio, João Roberto, Isabella, Eloá... a lista seria infinita. 

O Carnaval também me faz lembrar de uma frase em especial. Uma frase que eu me lembro ter ouvido faz um tempo e que contêm palavras que saíram da boca do pai de uma das vítimas. Era mais ou menos assim:

"Um país que se reúne pra sambar, pra ver futebol e que, em horas como essas, não faz nada!"
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E você, o que o Carnaval te faz lembrar? Qual das faces dele você prefere?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eis que surge um lado oculto


Chega! Por mais diferentes que sejam as personalidades existentes, ouso arriscar uma generalização. Há a hora de explodir. E como há! Embora, como já escrevi, existam as diferenças, não consigo imaginar que uma pessoa passe por essa vida sem explodir uma única vez. O famoso "chutar o balde" ou o "pau da barraca", sinta-se à vontade para escolher. Ah, e por favor, não negue. Mesmo que tenha sido no seu íntimo ou trancado num lugar isolado, não negue que você já quis esganar alguém. Negue pra mim, mas não negue pra si mesmo.

Mas, afinal, o que nos leva a esse ponto? O que nos leva a dispensar toda e qualquer razão (embora juremos que a usamos em momentos como esse), a nos despir do bom senso e partir para a agressão verbal ou aos piores pensamento que já vagaram pelas nossas mentes? O quê? O que nos leva a visualizar mentalmente a odiosa pessoa e examiná-la tão cruelmente que nada de bom encontramos nela? E, se tomados de um pingo de sensibilidade, conseguimos ver algo digno nessa pessoa, por que esse ato parece tão farsante?

Sinto muito se, em algum momento, lhe ofereci a ilusão de concluir esse meu desabafo com respostas para as indagações acima, pois não poderei fazê-lo. Embora, é claro, tenha tentado (sem sucesso) chegar a essa conclusão de forma a lhe oferecer um passo-a-passo de como essa situação vai acontecendo e de como evitá-la. A única coisa que resta a dizer é que somos humanos, dotados de sentimentos e que há pessoas que têm a "capacidade", digamos assim, de despertar em nós instintos animalescos.

Há quem diga que a vida é assim mesmo, que a gente encontra pessoas assim e vai encontrar pelo resto da vida. E há também quem diga que, de acordo com o ponto de vista de outra pessoa, esse alguém que desperta o pior dos sentimentos pode até ser eu. Ou você. Vai saber...
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Mas é claro que não queremos ouvir isso.